Carta do Encontro Nacional das Pastorais Sociais e Organismos da CNBB

De 1 a 4 de agosto de 2017, em Brasília (DF), as Pastorais Sociais, Organismos, Setor de Mobilidade Humana, juntamente com os bispos referenciais e articuladores regionais da Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestamos, junto com pessoas, povos e comunidades com quem partilhamos a vida, nossa perplexidade diante da conjuntura sociopolítica em nosso país.

Enquanto o governo federal insiste em fazer as reformas trabalhista e previdenciária argumentando que as mesmas são para diminuir os investimentos com as políticas públicas, as negociações feitas em relação a mais recente votação na Câmara Federal do dia 03 de agosto, comprometeu vultosos recursos públicos para garantir os votos necessários.

Nesse cenário, ficam cada vez mais claras as manobras e os patrocínios com jantares, conversas, privilégios para partidos, dentre outras. A impunidade prevalece sobre os direitos das pessoas e da justiça social, fazendo com que a indignação do povo brasileiro aumente a cada dia que passa.

Fazendo análise dessa realidade, chegamos à conclusão que, mais uma vez, os pobres, excluídos e marginalizados de nossa sociedade são os mais afetados por esse sistema perverso de fazer política, que privilegia o capital em detrimento da pessoa.

Nós, das Pastorais Sociais, levantamos um clamor com aqueles que sofrem, como diz Maria em seu cântico: “Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos” (Lc 1, 52). Pedimos a Deus nesse ano jubilar mariano, nos seus 300 anos de bênçãos, que olhe por nós, povo brasileiro, para que não esmoreçamos, ao contrário, continuemos a nossa jornada por um país igualitário e na perspectiva do bem viver.

 

Brasília, 04 de agosto de 2017.

Os participantes do Encontro Nacional das Pastorais Sociais, Setor da Mobilidade Humana e Articuladores Regionais

Artigos Relacionados

Leave a reply

Seu e-mail não será publicado nos comentários, mas ele é obrigatório para ser comentado *