“POR DIREITOS E DEMOCRACIA, A LUTA É TODO DIA”: O GRITO QUE ECOOU EM TODO O BRASIL

O 23º Grito dos Excluídos reuniu milhares de pessoas que foram às ruas, em todo o país, para mostrar que o povo brasileiro não está apático diante da conjuntura política atual. Houve Gritos pela democracia, pela garantia de direitos; contra os desmandos do Estado; às violações que aumentam a exclusão e favorecem os mais ricos e contra a mídia manipuladora.

Por Secretaria do Grito dos Excluídos

Gritos por justiça, educação, saúde, saneamento básico, pela liberdade e soberania. Gritos de respeito à diversidade, contra a homofobia, o machismo que mata; contra a exterminação de jovens, sobretudo negros e pobres. Gritos de “Fora Temer” e todos os corruptos que roubam a democracia e a liberdade cidadã.

O Grito não termina no 7 de Setembro, pois como recorda o lema desse ano “a luta é todo dia”. Assim como não é um evento, mas um processo de reflexão e construção coletiva, portanto não cabe em números para estampar manchetes. É bem mais do que isso! Nenhum número expressaria a grandeza de um povo excluído que grita por seus direitos, nos mais longínquos rincões do país.
Desde 1995 o Grito dos Excluídos denuncia a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema neoliberal, fatores que, de acordo com a definição do ato, negam a vida e impedem a população de sonhar. Segundo a coordenação nacional do Grito, as atividades têm como objetivo chamar a população para construir uma realidade melhor, em especial, neste momento difícil, um cenário de golpe, em que a retirada de direitos da classe trabalhadora é o único objetivo de quem está no poder. “Queremos ajudar a despertar a consciência do povo que está à margem. Fazer um contraponto do desfile oficial e dizer que não estamos contentes com o rumo de entrega do país e retirada de direitos”.

Onde o Grito ecoou?

ALAGOAS
Maceió: Manifestantes ligados a sindicatos, movimentos sociais, grupos indígenas e minorias também desfilaram no 7 de Setembro, na Orla do Jaraguá, em frente ao Memorial à República, após o tradicional desfile cívico, com bandeiras, faixas e carros com alto-falante. O grupo se aproximou gritando “Fora Temer” e o governador – ao contrário do ano passado, quando deixou o local, – desceu do Memorial e resolveu dialogar com os manifestantes. No alto-falante, um dos indígenas pediu providências para os índios, negros e quilombolas. “Queremos que o senhor olhe por nós, que tanto precisamos de sua assistência. Trago, aqui, a fala de muitos alagoanos que precisam de sua ajuda. Olhe por nós, visite nossas comunidades, precisamos do seu apoio. Tenho certeza de que o senhor será recompensado. Continuamos na luta por um estado melhor, por um Brasil melhor, pelo povo brasileiro”.

AMAZONAS
Coari: Cerca de 300 pessoas de dez entidades se reuniram sob a coordenação da Cáritas e da diocese do estado. Os manifestantes seguiram em caminhada até a Catedral de Santana, durante a ação a Pastoral da Juventude fez uma encenação em favor da Amazônia com o lema de Fora Temer, Amazônia fica!
Manaus: O Grito reuniu as Pastorais Sociais, Caritas, Movimentos Sociais, Sindicatos e diversas organizações. O Estado teve um governador cassado e uma eleição suplementar que custou milhões de reais, para eleger um outro governador corrupto. O governador cassado deixou o estado um caos e o governo interino está batendo recorde de gastos públicos em apenas quatro meses de mandato.

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BAHIA
Salvador: A concentração aconteceu em Campo Grande, os manifestantes seguiram em caminhada até a Praça Castro Alves.
Feira de Santana: reuniu pastorais sociais, sindicalistas, organizações da sociedade civil, movimentos sociais, partidos políticos e todos/as que assumem a causa do povo brasileiro, com grande receptividade da população. No encontro Estadual de Articuladores Estadual foi aprovou-se a confecção de uma grande bandeira do Brasil para mostrar ao povo que nossa luta é pelo Brasil. Foi um sucesso, através dela “conseguimos dialogar com as massas e até com as crianças”.

Eunápolis: O Grito contou com diversos movimentos e organismos: Cáritas Diocesana, Flores de Dandara, Levante Popular da Juventude, MLT – Movimento de Luta pela Terra, PJ – Pastoral da Juventude Diocese de Eunápolis e o RUA – Juventude Anticapitalista.

Remanso: cidade do semiárido baiano, o Grito dos Excluídos e Excluídas aconteceu na sexta-feira, 08/09. Foi uma oportunidade para que as entidades que apoiaram o evento e as pessoas em geral alertassem sobre os retrocessos do governo golpista, a necessidade de se votar em candidatos compromissados com os interesses do povo trabalhador e a certeza de que a luta por um Brasil justo, fraterno e solidário exige a participação e mobilização de todos e todas nas ruas. Participaram do ato representantes da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STR), Associação de Pescadoras e Pescadores de Remanso (APPR), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), Rádio Comunitária Zabelê FM, partido político.

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Itapetinga: O Grito contou com participação expressiva das forças populares que participaram ativamente da construção e realização do 22º Grito na cidade. No dia 06-09, aconteceu na Matriz de São José uma celebração ecumênica com a presença das pastorais da igreja católica, representação de religiões de matriz africana e da Igreja Presbiteriana, além dos Sindicatos, movimentos sociais e Conselhos Municipais. Após a celebração os grupos se confraternizaram realizando partilha de alimentos. No dia 07-09, o Grito foi às ruas, após o desfile cívico. A concentração foi na Rua Macarani, os manifestantes tomaram a Praça Dairy Walley levando protestos contra a corrupção e lavagem de dinheiro (malas apreendidas com o político baiano Geddel Vieira Lima); bem como contra as medidas antidemocráticas do governo Temer, cujas Reformas da previdência, trabalhistas e política seguem retirando os direitos do povo e fragilizando a democracia. Além disso, manifestaram repúdio ao decreto de Temer que extingue a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) e entrega parte da Floresta amazônica a mineradoras, cedendo aos grandes empresários da mineração e pondo em risco vida humana e ambiental. Participaram do Grito, levando suas bandeiras e demandas, o Sindicato dos comerciários, SINDITATIBA, Sindicatos dos Trabalhadores Rurais, APLB Sindicato, SINDAE, MLT, MST, UBM (União Brasileira de Mulheres), LGBT, os povos do terreiro, Grupo de capoeira Raízes e Quilombo, as CEBs e demais grupos da igreja católica. O encerramento foi na Praça São Félix, com um ato político e oração pelo país, pelo povo brasileiro e pela unidade das classes populares na defesa da vida, da democracia e dos direitos.

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BRASÍLIA
Cerca de 1,5 mil manifestantes gritaram pela saída do presidente Michel Temer, com faixas e palavras de ordem pela liberdade de expressão e pelos direitos das mulheres.

CEARÁ
Em Fortaleza, a atividade começou pela manhã com concentração e momento de mística seguido de caminhada que terminou no Marco Zero da cidade. Atividades também aconteceram nas regiões de Crateús, Quixadá e Sobral.

ESPÍRITO SANTO
Vitória: Mais de 20 entidades participaram da manifestação do Grito pela preservação da Amazônia, por mais segurança pública, entre outras reivindicações. A concentração foi na praça do bairro Itararé, de onde os participantes saíram para percorrer mais seis bairros. Os nomes dos políticos capixabas foram lembrados por um dos grupos, que fez o “velório” das Leis Trabalhistas. As privatizações das empresas brasileiras também foram lembradas através de um boneco do Tio Sam, que simbolizava os Estados Unidos. A situação dos moradores de rua também foi um tema destacado pela Paróquia Santa Teresa de Calcutá.

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GOIÁS
Ipameri: Como o desfile cívico é muito tradicional e envolve milhares de pessoas, a cidade para, há alguns anos o Grito vem sendo incluído no desfile por meio de faixas e outras manifestações através das escolas e Instituto Federal Goiano. É realizado um trabalho de preparação nas escolas. Neste ano, alunos de quatro unidades levaram frases com o tema, lema e outras manifestações.

MARANHÃO
Grajaú: A diocese de Grajau realizou a marcha dos excluídos com placas de “FORA TEMER”, “FORA LIXÃO” e um mosaico com o nome dos deputados maranhenses traidores do povo, que ficou à exposição no evento. “Hoje é o dia da farsa! Isso mesmo, FARSA. Afinal, somos livres do que mesmo?” Com questionamentos deste tipo discutiu-se que independência pressupõe emancipação econômica e política dos povos, para se referir sobre uma qualidade de moradia, saúde educação, e assistência pública pelo menos perto do mínimo necessário. Atitudes como a criação de mais usinas hidrelétricas, ao contrário do uso de energias sustentáveis como eólica ou solar, causarão o fim de nosso sustentáculo ambiental em condições que já não são normais; sem falar no projeto assassino da vida, MATOPIBA, que pretende transformar o cerrado em um canteiro de monocultura para o sustento dos grandes capitalistas.

MATO GROSSO DO SUL
Em Dourados, a participação foi massiva, educadores em greve, seguidos pela comunidade indígena, e demais entidades que compõem o Comitê de Defesa Popular fecharam o desfile da Independência na Avenida Marcelino Pires. Com palavras de ordem e muitas faixas com mensagens dirigidas aos governantes, o Grito competiu com o som alto do palanque que crescia a cada minuto. Esse ficou pra história, garantem os organizadores.
Campo Grande: os participantes do Grito denunciaram em grandes banners os parlamentares do Estado que votaram contra a classe trabalhadora.

MINAS GERAIS
Belo Horizonte: Mais de 5.000 pessoas se reuniram na Praça Rio Branco, em frente à rodoviária, de onde seguiram pelas ruas do centro. A principal bandeira desta edição foi a revogação da reforma trabalhista, sendo lançada uma campanha em todo o país para colher assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que prevê a anulação dos efeitos da reforma trabalhista para impedir que as mudanças entrem em vigor em 11 de novembro, conforme a data prevista na lei. Surgiram duas ocupações importantes em BH, idealizadas pelo MLB e pelo MTD.
Em Montes Claros, as atividades aconteceram na Praça Matriz, a polícia militar local interveio, não permitindo a entrada do carro de som no local, ainda assim, os manifestantes seguiram com os atos.

Congonhas: A cidade foi o ponto de encontro dos participantes do Grito da Diocese de Mariana.
Uberlândia: Cerca de 350 pessoas estiveram presentes nas atividades do 23.º Grito, fazendo o contraponto do desfile cívico-militar. O Grito pôs em marcha pela rua Floriano Peixoto os sem-terra, os sem-casa, LGBT, negros e negras, indígenas, trabalhadores e trabalhadoras e todos aqueles que têm motivos para questionar as festividades da memória oficial do Estado. Entre os gritos do povo ecoou a reivindicação contra a exploração da Amazônia pelas mineradoras; contra a entrega das hidrelétricas em Minas Gerais; contra as Reformas Trabalhista e da Previdência que tiram direitos da classe trabalhadora; contra a criminalização dos movimentos sociais; pelo respeito à diversidade religiosa; contra o ataque aos negros e negras, mulheres e LGBT; pelo Fora Temer; e pelas “Diretas Já”. ”

Governador Valadares: Mais de 200 pessoas participaram do Grito neste 7 de setembro.

 

PARÁ
Belém: Cerca de 1500 pessoas participaram da manifestação do Grito. Diversos movimentos populares, pastorais sociais, sindicatos, juventudes, quilombolas se concentraram na Praça do Santuário, seguida de marcha até a Avenida Presidente Vargas, local onde ocorreu o desfile militar. Os participantes gritaram Fora Temer e Fora as reformas do mal, Reforma Trabalhista, a Reforma da Previdência, a privatização de empresas estatais e também da Amazônia para empresas privadas internacionais. Os manifestantes também gritaram contra a impunidade da violência no campo, a perseguição e o assassinato de trabalhadores rurais; contra a violência sobre os povos indígenas, contra as milícias armadas que exterminam a juventude empobrecida e negra nas periferias. Os jovens apresentaram uma peça de teatro com o tema “Justiça cega”, durante o percurso da Praça do Santuário até a Av. Presidente Vargas.

Tucumã: Houve um ato público na praça, com celebração ecumênica.

PARANÁ
Curitiba: A concentração aconteceu no salão da paróquia São João Batista, de onde cerca de 500 pessoas seguiram em caminhada pela Vila das Torres, a mais antiga zona favelizada da cidade, até o Jardim Botânico, ponto turístico da capital paranaense.

Ponta Grossa: O grito foi organizado pela Diocese de Ponta Grossa. Cerca de 50 pessoas se encontraram na Praça Marechal Floriano Peixoto, em frente à Catedral Sant’Ana, para conversar e refletir sobre o tema “Vida em Primeiro Lugar”.

Londrina: Manifestantes do Grito se reuniram em frente ao Calçadão e caminharam em direção à avenida Leste Oeste, onde se integrou o desfile cívico. Os manifestantes ergueram 93 cruzes em cor de sangue e luto para lembrar os adolescentes assassinados na cidade nos últimos cinco anos. Os manifestantes também trouxeram flores representando a luta pela vida. Centrais sindicais, trabalhadores sem teto e sem terra, movimento negro e outros vieram expressar suas reivindicações. A indignação também estampou cartazes e malas.

PARAÍBA
João Pessoa: Cerca de 1000 pessoas saíram pelas ruas de em caminhada pela cidade.

PERNAMBUCO
Recife: Cerca de 5.000 participantes do Grito realizaram uma caminhada pelas ruas do centro, com trios elétricos que amplificaram os gritos de “Fora Temer”. A concentração ocorreu na Praça do Derby, seguida de caminhada à Praça da Independência. Reuniu integrantes de pastorais, movimentos sociais, centrais sindicais, partidos políticos e de organizações em defesa dos direitos das mulheres. Os manifestantes gritaram contra as reformas da previdência, trabalhista e também contra as privatizações que o Governo Temer está fazendo.

Petrolina: Durante o Grito dos Excluídos, participantes pararam em frente ao prédio da Prefeitura de Petrolina. O Secretário Municipal de Segurança, José Silvestre jogou spray, aparentemente de pimenta, no chão, incomodando as pessoas. Ao ser questionado, jogou o produto no rosto de um sindicalista. Em toda a história do Grito dos Excluídos na cidade, nunca se viu atitude tão truculenta e autoritária.

Garanhuns: O Grito foi realizado pela diocese, os manifestantes saíram após o desfile oficial.

O Ministério Público de Pernambuco em Garanhuns recomendou ao comando do 9° Batalhão da Polícia Militar do Estado que determinasse aos seus subordinados a observância estrita do uso da força, durante as manifestações públicas na cidade, particularmente por ocasião do 23° Grito dos Excluídos, com o objetivo de se evitar excesso na utilização da força e emprego inadequado de armas. Em anos anteriores os participantes do Grito enfrentaram a repressão policial.

Surubim: Com o tema “O feminismo não deveria existir” foram realizadas apresentações teatrais, recitações de poemas e palestras sobre violência de gênero e a realidade das mulheres carentes do município.

RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro: Os manifestantes saíram da Rua Uruguaiana e seguiram pela Avenida Presidente Vargas até a Avenida Rio Branco, logo após o fim do desfile cívico-militar de 7 de setembro. A passeata ocupou cerca de um quarteirão e chegou à Praça Mauá às 12h30, sem nenhuma violência ou confronto. Durante o trajeto, palavras de ordem em cartazes, faixas e carro de som em defesa dos direitos da população e dos trabalhadores, e contra as reformas propostas pelo governo de Michel Temer. Participaram representantes de diversos movimentos sociais e centrais sindicais, como Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Central de Movimentos Populares (CMP), Quilombo da Gamboa, SOS Jaconé Porto Não, Movimento dos Atingidos por Barragem, de mulheres, movimentos LGBT, Movimento Contra a Violência na Maré, Movimento Antimanicomial, trabalhadores da educação, da Fiocruz e do setor de óleo e gás, além de representantes dos Fóruns de Saúde do Rio de Janeiro e em Defesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

RIO GRANDE DO NORTE
Parelhas: A concentração aconteceu em frente ao Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e seguiu em caminhada até a Igreja Matriz de São Sebastião, onde aconteceu a missa. Após, os manifestantes seguiram até a Cooperativa Agropecuária do Seridó, onde foram realizadas apresentações culturais, partilha e encerramento.

Mossoró: Todos os anos, embora os manifestantes do Grito reivindiquem participar de forma pacífica do desfile oficial sempre sofrem pressões. Este ano, o Secretario de Segurança municipal general Girão, de forma autoritária e repressora tentou intimidar oito manifestantes, entre eles crianças, mandando a polícia tirar o carro de som e dando ordem para que as pessoas se retirassem do local. Levaram o carro, mas os manifestantes não saíram da calçada. Ao chegar os movimentos sociais e pastorais, cerca de 300 pessoas tentaram entrar no desfile e três cordões de policiais quiseram barrar, inclusive agredindo uma criança de oito anos que estava com uma militante do MST. Além de policiais segurarem de forma arbitrária uma sindicalista do sindicado dos servidores municipal e tomaram o cartaz que ela tinha em forma de pirulito.

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Ao chegarem a frente ao palanque os manifestantes do Grito fizeram protesto com palavras de ordem contra as arbitrariedades da polícia. Foram feitas denúncias dos parlamentares que votaram contra os/as trabalhadores e a favor de Temer e suas reformas, inclusive foi feito um caixão com enterro simbólico dos políticos envolvidos, protestando ainda contra o governo municipal Rosalba Ciarlini, que sempre teve essa marca de repressão contra o Grito, e do governo do Estado Robson Farias que vem atrasando salários e prejudicando os direitos dos servidores. As atividades foram encerradas na Avenida Alberto Maranhão com uma celebração, com a presença das pastorais sociais, movimento das mulheres, sindical, estudantes, juventude, padres, MST, as comunidades do pré-Grito. Após a celebração os participantes foram até a Paroquia Nossa Senhora da Conceição, onde foi servida uma feijoada. No final da tarde deste dia, os defensores da prefeita e sua mídia iniciaram uma campanha de criminalização do Grito em nossa cidade.

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre: Os movimentos foram impedidos de realizar a marcha que estava programada por conta do forte aparato de segurança. O governo do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), proibiu a caminhada após o ato do Grito dos Excluídos, que ocorreria depois do desfile militar, partindo da Rótula das Cuias, no Parque da Harmonia, até a Av. Ipiranga. Dezenas de policiais, incluindo o batalhão de choque da Brigada Militar, se posicionaram nos arredores dos manifestantes, inclusive o veículo blindado conhecido como “caveirão”, usualmente destinado a áreas conflagradas pelo tráfico de drogas. Mesmo cercados e impedidos de marchar, centenas de pessoas fizeram um ato de protesto no local da concentração, denunciando o golpe e o autoritarismo do governador Sartori, e reforçando a resistência e a luta em defesa dos direitos e contra os ataques dos governos Temer, Sartori e Nelson Marchezan Júnior, prefeito de Porto Alegre.

RONDÔNIA
Porto Velho: Mesmo sob uma forte chuva, ventos fortes e o frio, além da queda temporária da energia elétrica, cerca de dez mil manifestantes do Grito dos Excluídos se posicionaram em frente ao palanque principal e, com placas, faixas, cartazes e microfone, protestaram contra do governo de Michel Temer, pedindo o afastamento do presidente e a realização de novas eleições.

SANTA CATARINA
Florianópolis: Houve confraternização em comunidade no bairro Mont Serrat, entre os participantes da CEB Mont Serrat e CEB Alto da Caieira. A violência contra a juventude foi o principal tema, nesta manhã de debate e cultura.

SÃO PAULO:
Na capital paulista aconteceram dois atos. O primeiro, organizado pela Central dos Movimentos Populares (CMP), reuniu cerca de 15 mil pessoas que seguiram caminhada até o Monumento das Bandeiras. Os manifestantes lançaram a campanha “São Paulo Não está à venda!”, que tem como objetivo lutar contra as privatizações feitas pelo prefeito João Dória. Os Movimentos Populares também protestaram contra a violência que tem sido praticada contra mulheres, a população em situação de rua, contra os despejos das ocupações; contra as reformas trabalhistas e da previdência do governo Temer. Participaram da atividade o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Negro, Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Usinas Hidrelétricas (Sinergia), Levante Popular da Juventude. Outra atividade reuniu manifestantes na Praça da Sé no início da manhã, as pessoas seguiram em marcha até a Praça Princesa Isabel no centro da cidade.

Em Aparecida, interior de São Paulo, o Grito aconteceu em conjunto com as atividades da 30ª Romaria dos Trabalhadores. Os manifestantes saíram do Porto de Itaguaçu, onde foi encontrada a imagem de Nossa Senhora, em caminhada até a Basílica, onde houve o momento do Grito dos Excluídos, seguido da celebração da missa.

Cubatão: Centenas de moradores participaram do Grito, a concentração aconteceu na Praça Portugal seguida de passeata até a Praça Frei Damião, na Vila Nova, onde ocorreu uma celebração ecumênica. O evento, que nos dois últimos anos passou por Santos e São Vicente, reuniu fiéis, desempregados, movimentos sociais e muitos sindicatos.

São José Rio Preto: Os participantes saíram no final do desfile oficial, em uma das principais avenidas da cidade, a Bady Bassit. Além do tema do Grito, cartazes abordavam a reforma da previdência e a proposta neoliberal do escola “sem partido”. Os manifestantes foram aplaudidos pelos presentes ao desfile.

Jundiaí: O Grito reuniu manifestantes das pastorais sociais, sindicatos, organismos e entidades da sociedade civil organizada em frente à Catedral, neste dia 7 de setembro. Como nos anos anteriores, o Grito foi construído em dois momentos: iniciando com a celebração eucarística e depois a manifestação na praça. No primeiro momento, no acolhimento, foi lembrado o grave momento social e político, seguido da súplica a Deus com pedido de perdão pela omissão. Na exortação o bispo Dom Vicente Costa falou da carta da CNBB sobre o momento, que é lamentável que os políticos – eleitos para uma missão tão nobre, esqueçam as suas reais atribuições. Falou das palavras do Papa Francisco, na Bolívia, especialmente dos “3 Ts” – Terra, Trabalho e Teto, dizendo que é preciso continuar denunciando e no momento de “mea culpa” alertou ao clero diocesano que é preciso incentivar a participação nas paróquias, comunidades, pastorais e organismos. Após a celebração, já na praça, em frente à Catedral, os manifestantes expressaram seus gritos diante das dificuldades que encontram em suas atuações nos mais diversos segmentos que atuam.

Itanhaém: Pela manhã houve uma celebração na igreja Matriz, seguida ato público com participação de várias entidades: Associação Indígena, Apeoesp, Capesp, Sindsaude, PT, PSol, Funai. As falas foram contra a retirada de direitos que ocorreu com a reforma trabalhista; contra o congelamento de verbas para as áreas sociais, por 20 anos; contra a reforma da previdência e pela demarcação e dignidade para os povos indígenas. Houve apresentação de dança dos Guarani da aldeia Tangará de Itanhaém e de músicas por todos os presentes. Também se pronunciaram contra a instalação da Usina Termoelétrica em Peruíbe.

SERGIPE:
Na capital, a concentração aconteceu no centro, com momento místico conduzido pelos povos de terreiros; seguido de um ato ecumênico presidido por Dom João José Costa. Em seguida, cerca de 3.000 manifestantes saíram em caminhada até a Praça da Bandeira, com significativa presença de jovens. Houve uma apresentação alusiva à temática do Grito feita pelo MPA (Movimento do Pequeno Agricultor) e PJR (Pastoral da Juventude Rural). Os povos de terreiros encerraram o momento com um ritual próprio.
***Até 11/09/2017

Secretaria do Grito dos/as Excluídos/as
Rua Caiambé, 126, Bairro Ipiranga,
São Paulo – SP – CEP: 04264-060
Fone: 55 (11) 2272-0627

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